Vaganau
- Ref:191 |
- Categoria: Literatura
Vaganau
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- Categoria: Literatura
Descrição:
Mais conhecido por seus livros de linguística e sobre ensino de português, Marcos Bagno, no entanto, também é escritor e, principalmente, poeta. Venceu em 1988 o Prêmio Cidade do Recife de poesia e, em 1989, o Prêmio Carlos Drummond de Andrade, do governo do Estado do Rio de Janeiro, conquistando os dois primeiros lugares. No entanto, somente agora vem a público seu primeiro livro de poesia, Vaganau, que recolhe sua produção em versos desde a década de 1980. Como toda obra poética, Vaganau é um mergulho no universo da própria língua, uma busca de expressão em que forma e mensagem se confundem, se mesclam e se interpenetram. Não por acaso, a linguagem é o tema recorrente de muitos dos poemas:
GIZ
Não sou eu que escrevo. Escravo,
lavro este chão que não semeio.
Servo do verso, não o tenho
— faço ele vir como me veio
Não sou a luz. Espelho, espalho
a de outro sol que em mim se escoa.
Nem tenho a língua, só a voz,
vale por onde a língua ecoa.
Não sou eu que escrevo. Transcrevo
— tem algo maior que me guia.
Tímido giz, frágil me arrisco
nos quadros negros da Poesia.
Capa comum: 176 páginas
Editora: Parábola Editorial
Ano: 2010
Idioma: Português
ISBN: 978-85-88456-92-1
Dimensões do produto: 12x18cm
Encadernação: Brochura
Autor: Marcos Bagno
Marcos Bagno é professor da Universidade de Brasília. Pesquisa e atua em políticas linguísticas, na descrição do português brasileiro e em seu ensino, tanto no Brasil quanto no exterior. Publicou, entre outras obras, Gramática pedagógica do português brasileiro (Parábola Editorial, 2012). É o tradutor de alguns dos textos fundadores da sociolinguística: Fundamentos empíricos para uma teoria da mudança linguística, de U. Weinreich, W. Labov e M. Herzog (Parábola, 2006), e Padrões sociolinguísticos, de W. Labov (Parábola, 2008).
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