Gramática descritiva do Pajubá
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- Categoria: Assunto
Gramática descritiva do Pajubá
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Descrição:
A Gramática descritiva do pajubá é um mergulho afetuoso e insurgente em uma linguagem que nasceu da resistência e da criatividade dos corpos dissidentes. Muito além de um conjunto de gírias, o pajubá é aqui apresentado como um sistema linguístico pleno, forjado nas encruzilhadas do afeto, da marginalidade e do axé.
Com base em mais de uma década de pesquisa, Renato Régis propõe uma abordagem inovadora e radicalmente inclusiva da linguagem. O livro constrói pontes entre os estudos queer, africanos e antropológicos para descrever os aspectos fonéticos, morfológicos, sintáticos, semânticos e pragmáticos do pajubá, revelando sua complexidade estrutural e sua potência simbólica.
Cada capítulo é uma oferenda: um convite à escuta, à valorização das epistemologias LGBTQIAPN+, ao reconhecimento do saber das travestis, das bichas, das sapatonas e das monas periféricas como fontes legítimas de conhecimento linguístico e político.
Esta obra não pretende normatizar, mas celebrar. É uma gramática feita de batuque, deboche e encantaria. Uma linguística que dança, afronta e cura. Uma pedagogia da abundância que diz, sem medo: quem fala pajubá constrói futuro.
Autor: Renato Régis
Editora: Parábola Editorial
Edição: 1ª (Dezembro 2025)
Idioma: Português
Capa comum: 148 páginas
ISBN: 978-85-7934-405-3
Dimensões do produto: 16 x 23
Encadernação: Brochura
Renato Régis é linguista, educador e pesquisador amazônida, professor do Centro de Estudos Superiores de Tefé. É mestre em Letras e Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Artes; especialista em Linguística e Estudos de Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade de Uberaba e graduado em Letras e Artes pela Universidade Federal do Amazonas. Na Universidade do Estado do Amazonas, atua com foco nos estudos de linguagem, gênero e resistência, mais especificamente na linguística queer, linguística africana, linguística antropológica e linguística indígena. Nascido e criado no coração da floresta, sua trajetória acadêmica é atravessada por afetos, ancestralidades e compromissos ético-políticos com as vozes dissidentes. Atua também como formador de professores e militante das causas etnoqueer na Amazônia. Há mais de uma década, dedica-se ao estudo do pajubá como código linguístico, performático e identitário da comunidade lgbtqiapn+, unindo as lentes das linguísticas queer, africana e antropológica para construir pontes entre saberes populares e acadêmicos. Com este livro, Régis, um homem assumidamente queer, devolve à academia — e ao mundo — uma gramática que pulsa fora da norma: feita de escuta, de axé e de deboche.
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