Arquitetura da conversação: teoria das implicaturas
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Descrição:
Arquitetura da conversação é uma introdução à chamada “teoria das implicaturas”, que tem origem nos trabalhos do filósofo britânico H. P. Grice (1913-1988). Essa teoria é uma das mais importantes dentro da Pragmática das línguas naturais e é encontrada em praticamente todas as reflexões da linguística moderna que têm por objetivo descrever fenômenos de língua e linguagem. Hoje em dia, a teoria das implicaturas é a base da Pragmática Formal, portanto este livro também pode ser visto como uma introdução a questões de ponta da Pragmática Formal. Ao longo desta introdução, discutimos diversos exemplos de interações cotidianas, nos quais o que é dito é um suporte para veicular raciocínios inferenciais. Apresentamos, passo a passo, a teoria, cujo objetivo é entender como o que o falante diz veicula o que o falante quer dizer: ‘Marina ou Joana vai ser aprovada’ veicula que apenas uma delas será aprovada. Mas será esse significado parte do conteúdo ou será ele implicado? Que consequências há se respondermos de uma forma ou de outra? Estas são algumas das questões apresentadas com o propósito de familiarizar o leitor com alguns dos problemas centrais nas discussões contemporâneas sobre o funcionamento da nossa comunicação e da linguagem.
Capa comum: 208 páginas
Editora: Parábola Editorial
Ano: 2014
Idioma: Português
ISBN: 978-85-7934-094-9
Dimensões do produto: 17x24cm
Encadernação: Brochura
Autores: Roberta Pires de Oliveira e Renato Miguel Basso
Roberta Pires de Oliveira. Entender como a linguagem humana veicula significados tem sido a minha preocupação desde meu mestrado sobre as metáforas. De lá para cá, entre o doutorado em Leuven (Bélgica) e dois pós-doutoramentos (o primeiro no MIT e o último em Harvard, ambos financiados pela CAPES), esse tem sido o meu tema de pesquisa, meu assunto na sala de aula, minha perspectiva para refletir sobre a educação e as aulas de Língua Portuguesa. Tenho descrito e procurado explicar o PB, aquele que usamos nas nossas interações afetivas, no nosso dia a dia descompromissado, em colaboração com vários autores. Essa língua, tão nossa e tão desprezada pela escola, é fascinante: das línguas romanas, só o PB tem o singular nu. Foram vários os artigos sobre esse tema, que é muito polêmico porque envolve questões como pluralidade e denotação de espécie. A perspectiva naturalista que adoto permite vislumbrar com rigor a complexidade dessas questões. Minha prática como pesquisadora — atualmente sou pesquisadora 1D do CNPq — e como educadora tem sido mostrar como a Semântica e a Pragmática atuais, de vertente formal (portanto em conversa estreita com a Lógica, a Filosofia e a Matemática), são portas de entrada para uma melhor compreensão da comunicação e da linguagem humanas.
Renato Miguel Basso é formado em Linguística pela UNICAMP, onde também fez seu mestrado e doutorado. Desde a graduação, tem pesquisado temas em Semântica e Pragmática das línguas naturais, e tem também interesse em História do Português. Já publicou os livros O português da gente (em parceria com Rodolfo Ilari), Semântica, semânticas (em parceria com Celso Ferrarezi Jr.), História concisa da língua portuguesa (em parceria com Rodrigo Tadeu Gonçalves), traduziu The Unfolding of Language (O desenrolar da linguagem), em parceria com Guilherme H. May. Além disso, tem diversos artigos publicados na área de Semântica e Pragmática, muitos deles com Roberta Pires de Oliveira.
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