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ISBN 978-85-7934-003-1

312pp.
17 x 24
Brochura 
R$ 45,00

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NÃO É ERRADO FALAR ASSIM! 
em defesa do português brasileiro

Marcos Bagno

ilustrações: Miguel Bezerra

Em seu novo livro, Marcos Bagno estuda 50 fenômenos linguísticos definitivamente incorporados na língua de todos os brasileiros “cultos”, mas que ainda são alvo da campanha persecutória e dogmática dos puristas. Não é errado falar assim defende explicitamente o português brasileiro contemporâneo, com base nos resultados das pesquisas de centenas de linguistas nos últimos quarenta anos.

Um de seus argumentos é que passou da hora de jornalistas, professores, gramáticos, dicionaristas, autores de livros didáticos, elaboradores e corretores de provas, revisores e outros profissionais da linguagem deixarem de considerar “erradas” opções linguísticas definitivamente incorporadas à gramática do português brasileiro, encontráveis inclusive na língua escrita mais monitorada . Essas formas vêm sendo consagradas pelas normas urbanas de prestígio, inclusive as literárias, há mais de cem anos. É hora de deixar de considerar erros de português formas lexicais ou gramaticais que ocorrem sistematicamente, o tempo todo.
Como essas formas continuam a ser condenadas sem razão, Bagno demonstra a razão de ser de cinquenta delas e as exemplifica com um impressionante número de abonações encontradas na grande mídia, mesmo que os grandes jornais e revistas insistam em resistir a elas na trincheira devassada de seus manuais de redação.

Bagno defende o que deveria ser o óbvio, se nossos manuais para estudos da língua já tivessem chegado, em termos de mentalidade, pelo menos ao Renascimento. E ataca o pequeno manual simplificado, num livro baseado em fatos indiscutíveis.

Não se trata, porém, de impor as formas inovadoras. O que o autor defende é que as formas próprias do saber linguístico intuitivo que todo e qualquer falante tem do bom funcionamento de seu próprio idioma sejam também consideradas legítimas, e que sua análise e descrição sejam incorporadas serenamente nos materiais didáticos.

Também não se trata de propor um vale-tudo linguístico, como os gramatiqueiros de plantão continuam a apregoar nos meios de comunicação. Se é verdade que o convívio social necessita de normas, também é verdade que essas normas (numa sociedade democrática) têm que ser renovadas e aperfeiçoadas periodicamente, para estarem a serviço dos cidadãos (e não contra eles).

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O autor

Marcos Bagno é professor da Universidade de Brasília (UnB). Escritor, poeta e tradutor, se dedica à pesquisa e à ação no campo da educação linguística, com interesse particular no impacto da sociolinguística sobre o ensino. Mantém colunas mensais nas revistas Caros Amigos e Carta na educação; é constantemente convidado a fazer conferências e a ministrar cursos no Brasil, na Argentina, no Urugai, no Paraguai, na Espanha e no Canadá. Tem diversos livros publicados, entre os quais se destacam A língua de Eulália – novela sociolinguística; Preconceito linguístico – o que é, como se faz; Português ou brasileiro? Um convite à pesquisa; Língua materna – letramento, variação e ensino; A norma oculta – língua & poder na sociedade brasileira; Nada na língua é por acaso – por uma pedagogia da variação linguística.

OUTRAS OBRAS NESTA EDITORA

Estrangeirismos: guerras em torno da língua

Língua materna: letramento, variação & ensino

Português ou brasileiro? um convite à pesquisa

Nada na língua é por caso: por uma pedagogia da variação linguística

Norma oculta: língua e poder na sociedade brasileira