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ISBN 978-85-88456-23-5
104pp.
12 x 17
Brochura
R$ 11,00
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Nada é sagrado, tudo
pode ser dito
Raoul Vaneigem
Nada
é
sagrado,
tudo
pode
ser
dito
–
Reflexões
sobre
a
liberdade
de
expressão
desmonta os lugares-comuns
que
povoam o
debate
sobre
a
liberdade
de
expressão,
abala
as
certezas
dos bem-pensantes e desarticula juízes e
aprendizes
de
censor.
Este
é
um
pequeno
livro
incômodo,
no
qual
os
leitores
depararão
um
pensamento
ferozmente
contrário
a
todo
o politicamente
correto:
Diante
das verdades-santuário e dos
segredos
de
Estado,
quando
se aprovam
leis
contra
a
difamação,
o
racismo
e a
pornografia,
Vaneigem afirma
que
só
se
combate
a
afronta
trabalhando
para
extinguir
as
condições
que
a possibilitam.
Mais
que
se
empenhar
em
combater
os
pensamentos
e as
palavras
inadmissíveis,
as
injúrias,
a
pornografia,
os
termos
abjetos,
o
estímulo
ao
assassinato
e as
opiniões
sórdidas,
mais
que
se
aplicar
a
preservar
os
segredos
de
Estado,
ou
simplesmente
uma
reputação,
busquemos
inviabilizar
as
situações
que
criam as
condições
de
expressão
de
todo
esse
mundo
abjeto.
Não
é a
representação
do
horror
que
é
indigna,
é o
horror
em
si;
é o
horror
que
se deve
combater.
A
publicação de
Nada
é
sagrado,
tudo
pode
ser
dito
é
particularmente
oportuna
no
momento
em
que
se discutem
propostas
legislativas de fiscalização e
controle
da
produção
cultural e
jornalística
no Brasil. Vaneigem parece
ter
escrito
para
a
luta
que
estamos travando
pela
liberdade,
num
texto
dedicado ao
direito
à
livre
expressão,
que
não
deve
encontrar
nenhuma
limitação,
seja
ela
política,
moral,
religiosa
ou
jurídica.
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O autor

Raoul Vaneigem
Nasceu
em
1934
em
Lessines, Bélgica. Estudou
filologia
românica
na
Universidade
Livre
de Bruxelas e,
entre
1961 e 1970, fez
parte
da
Internacional
Situacionista.
Colaborou
com
Guy Debord e é
autor,
dentre
muitas
obras
de
A
arte
de
viver
para
as
novas
gerações,
publicado na França
em
1967 e no Brasil
em
2002.
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