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ISBN: 978-85-7934-012-3

168pp.
16 x 23
Brochura
R$ 26,00

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LINGUAGEM. GÊNERO. SEXUALIDADE

Ana Cristina Ostermann & Beatriz Fontana (orgs.)

Robin Lakoff, Pamela Fischman, Candace West, Don H. Zimmerman, Deborah Tannen, Penelope Eckert, Sally MacConnell-Ginet, Anna Livia, Kira Hall, Deborah Cameron

Interpretar padrões sexuais amplos no uso da linguagem, sem considerar outros aspectos da identidade e das relações sociais, é como pintar com um olho fechado. Os falantes não são montados com módulos separados e independentes: parte euro-americano, parte feminino, parte de meia-idade, parte feminista, parte intelectual. Isolar gênero de outros aspectos da identidade social também conduz a generalizações prematuras até mesmo sobre concepções normativas a respeito de feminilidade e masculinidade. (Penelope Eckert e Sally McConnel-Ginet, 1992)

Os sentidos de si construídos não são simplesmente (ou mesmo primariamente) sentidos generificados: eles agregam atributos de si produzidos em variadas relações com os outros, tais como desempregado, estadunidense de origem asiática, lésbica, indivíduo com nível de escolaridade superior e pessoa em pós-menopausa. Nunca nos deparamos com a linguagem sem que esteja acompanhada de outros sistemas de símbolos, e o gênero é sempre acompanhado de formas complexas de participação de pessoas reais em comunidades às quais elas pertencem (ou pertenceram, ou esperam ainda pertencer). (Penelope Eckert e Sally McConnel-Ginet, 1992)

Na teoria queer pós-moderna inaugurada por Butler, [...] a dêixis é por si mesma um princípio constitutivo da linguagem: as palavras não estão significadas em e por si mesmas; esse significado é construído no discurso. (Anna Livia e Kira Hall, 1997)

As mulheres e os homens não vivem em planetas diferentes, mas são membros de culturas nas quais uma grande quantidade de discursos sobre gênero está sempre circulando. Além de aprender e então mecanicamente reproduzir formas de falar "adequadas" a seu próprio sexo, homens e mulheres aprendem um conjunto ainda mais amplo de significados generificados, os quais são atribuídos, de formas também bastante complexas, a formas diferenciadas de se falar, produzindo seu comportamento à luz desses mesmos significados. (Deborah Cameron, 1998)

 

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