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ISBN 9788588456693

152 pp.
17x24
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R$ 24,00

 

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Trabalhos de pesquisa: diários de leitura para a revisão bibliográfica
Anna Rachel Machado [coord.]
Lília Santos Abreu-Tardelli e Eliane Lousada

O diário de leitura — produzido por um leitor, em primeira pessoa, com o objetivo de estabelecer um diálogo, uma "conversa" com o autor do texto que está sendo lido — é um novo instrumento pedagógico, capaz de despertar o posicionamento crítico dos alunos e de enriquecer o debate com os professores em sala de aula.

Trabalhos de pesquisa — Diários de leitura para a revisão bibliográfica propõe a escrita do diário de leitura como um instrumento por meio do qual se pode empreender a leitura de qualquer tipo de texto e produzir reflexões e impressões escritas.

Depois de muitos anos de pesquisa e de prática pessoal e com seus alunos, as Autoras estão convictas de que o diário de leitura constitui um novo espaço de diálogo com o texto, um espaço totalmente privado, onde o diarista pode adotar uma linguagem informal e se posicionar livremente.

O professor, por sua vez, para lançar mão desse instrumento de reflexão e de ensino, deverá possibilitar a construção de um espaço de discussão das impressões registradas nos diários pelos alunos.

Por meio deles, podem-se desenvolver inúmeros atos de linguagem:

  • manifestar compreensão ou incompreensão sobre o que o texto lido diz;

  • sintetizar ou fazer paráfrases para confirmar a compreensão;

  • pedir esclarecimentos ou fazer perguntas, quando não se compreendem alguma palavra, algum trecho ou o conteúdo global do que é dito;

  • pedir que o interlocutor justifique ou exemplifique alguma afirmação;

  • concordar ou discordar com determinada posição;

  • acrescentar argumentos favoráveis à posição do interlocutor;

  • apresentar argumentos contrários a ela;

  • dar exemplos sobre o que ele afirma;

  • emitir avaliação — positiva ou negativa — sobre o que o interlocutor diz ou sobre a forma como diz;

  • expressar reações e emoções;

  • relacionar o que é dito a alguma experiência pessoal;

  • etc.

São exatamente todos esses atos — e muitos outros — que podemos, ao ler um texto, registrar por escrito em um diário de leitura. Será que um aluno, ao interpretar textos em atividades tradicionais de ensino de leitura, seria capaz de fazer tudo isso?

clique para ter acesso ao sumário e uma parte da primeira seção

 

 

As Autoras

Anna Rachel Machado é professora do Programa de Estudos Pós-graduados em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem da PUC/SP, pelo qual se doutorou. Fez estágios de pós-doutorado na Universidade de Genebra e no Instituto de Formação de Professores de Marselha e vem atuando como professora convidada dessas duas instituições. Desenvolve pesquisas e assessora instituições de ensino, enfocando a caracterização de gêneros de texto para a produção e avaliação de material didático. É autora do livro O diário de leituras: a introdução de um novo instrumento na escola e coautora dos livros Resumo, Resenha e Planejar gêneros acadêmicos, pertencentes à Coleção "Leitura e produção de textos técnicos e acadêmicos", da qual é também coordenadora. Organizou a obra O ensino como trabalho e co-organizou Gêneros textuais & ensino e Atividade de linguagem, discurso e desenvolvimento humano. Traduziu a obra Atividade de linguagem, textos e discursos, de J.-P. Bronckart. Atualmente, desenvolve e orienta pesquisas que enfocam as relações entre linguagem e trabalho do professor, em uma perspectiva transdisciplinar. É líder do Grupo de Pesquisa ALTER – Análise de Linguagem, Trabalho, Educação e suas Relações (CNPq) e colaboradora do projeto de pesquisa do Grupo LAF (Langage – Action - Formation), da Universidade de Genebra.

 

Eliane Lousada é doutora pelo programa de Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (LAEL) da PUC-SP. Atua no campo da educação há mais de dez anos e participou de vários grupos de elaboração de atividades, livros didáticos e paradidáticos, na área de línguas estrangeiras e de língua materna, grupos que têm como preocupação o ensino de gêneros na perspectiva do interacionismo sociodiscursivo. Seus estudos atuais concentram-se na área da análise dos discursos produzidos em situações de trabalho educacional.

 

Lília Santos Abreu-Tardelli é doutora e mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (LAEL) da PUC-SP e graduada em Letras pela UNICAMP. Participante do grupo de pesquisa ALTER- CNPq (Análise de Linguagem, Trabalho Educacional e suas Relações), é coautora de livros didáticos e paradidáticos de língua inglesa e portuguesa e autora de artigos referentes ao ensino de línguas e ao trabalho educacional. É professora de língua portuguesa do CEFET-SP (Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo), de língua inglesa da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) e de curso de extensão da COGEAE (Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão) da PUC/SP.

 

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