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ISBN: 978-85-7934-024-6
296pp.
16 x 23
Brochura
R$ 45,00
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NOVA
PRAGMÁTICA
fases e feições de um fazer
Kanavillil Rajagopalan
É
espantosa a naturalidade com que muitos filósofos e linguistas acreditam
que o mérito de Searle
foi
completar o pensamento de Austin
e
dar-lhe os contornos de uma teoria. É comum encontrar autores referindo-se
aos dois filósofos como se eles fossem um par de gêmeos siameses ou que a
relação mestre-discípulo fosse tão harmônica que não haveria a menor
discrepância entre suas posições.
É
inacreditável que milhares de leitores de Searle continuem a acreditar na
“leitura oficial” de que tudo o que Searle fez em matéria de teoria dos
atos de fala foi dar corpo às reflexões de Austin.
Entre
as diferentes formas de pensar a pragmática, há uma clara divisão entre
duas abordagens das ideias de Austin
.
A primeira é a leitura de Austin que passou pelo expurgo de Searle
.
Neste livro, Rajagopalan trata da forma como Searle se apropriou de Austin e
refez suas ideias a seu modo, atendendo aos interesses institucionais da
academia.
Também
não resta dúvida de que as leituras não searlianas de Austin são bem
mais aceitas hoje do que há uns trinta anos. A leitura não searliana de
Austin encontra cada vez mais aceitação em áreas como a sociologia e a
antropologia e, aos poucos, vai ganhando entusiastas no campo da linguística,
e a diferença entre essas duas formas é gritante.
Rajagopalan
resume aqui uma série de razões para o fascínio exercido pela figura de
Austin
,
sua filosofia, seu estilo irreverente e idiossincrático, os usos e abusos
que seu pensamento vem sofrendo.
E
afirma que Austin
sempre
dá a volta por cima. Talvez seja nisso que resida o eterno fascínio que
ele exerce sobre nós! Ele nos dá não só uma lição de filosofia, mas
também uma lição de vida.
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O
AUTOR

Kanavillil Rajagopalan
é
professor titular na área de semântica e pragmática das línguas
naturais da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Já publicou vários livros: Por uma linguística crítica
(Parábola, 2003), A linguística que nos faz falhar (em
parceria, Parábola, 2004), Políticas em linguagem: perspectivas
identitárias (em parceria, Ed. Mackenzie, 2005) e Applied
Linguistics in Latin America (John Benjamins, 2006). Colaborou
com Yves Lacoste na publicação de A geopolítica do inglês
(Parábola, 2005). Sua vasta produção científica perfaz mais de
350 textos. Em dezembro de 2006, recebeu o Prêmio de Reconhecimento
Acadêmico Zeferino Vaz.
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