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DICIONÁRIOS NA
TEORIA E NA PRÁTICA
como e para quem são feitos
Claudia
Xatara
, Cleci
Regina Bevilacqua
,
Philippe René Marie Humblé
[orgs.]
Este
livro trata de um assunto cuja simples menção provoca olhares
inquisitivos: ele reúne opiniões de pessoas que fazem dicionários, de
quem os estuda e de quem os usa.
Considerado
de maneira global, o Brasil ocupa, em termos de dicionários, uma situação
peculiar. A julgar pelos números de vendas e pela quantidade de títulos
publicados, os dicionários figuram entre os livros de maior sucesso no país.
No
que se refere à lexicografia bilíngue, o panorama é animador. Está certo
que os números impressionam mais pela diversidade de tipos, do que pela
diversidade de línguas envolvidas... mesmo
assim, tudo isso atesta o valor simbólico do dicionário e a importância
de um livro como este:
Mesmo
quando a publicação de um dicionário não tem motivos políticos, ele é,
para qualquer povo, o documento de seu direito de cidadania entre as nações
desenvolvidas. Quando se fala de uma língua “que nem tem dicionário”,
seus falantes são relegados a uma classe secundária da humanidade. É
nessa perspectiva que o surgimento de dicionários monolíngues reflete a
vontade brasileira de ocupar um posto no Conselho Permanente da ONU, entre
outras aspirações políticas. Lexicografia também é diplomacia.
Por
essas e outras muitas razões, o leitor encontrará neste livro vários
pontos de vista, várias vozes que instruirão o leitor novato e inspirarão
o expert.
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