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ESTANTE
A língua brasileira pensada por extenso
LUÍS AUGUSTO FISCHER
COLUNISTA DA FOLHA
Se você está na escola, especialmente no ensino médio, certamente já deve
estar enlouquecido com a necessidade de aprender a escrever a redação de
ingresso para a universidade. Certo? Aquelas dúvidas todas sobre o que pode
e o que não pode contribuem para que as aulas de redação, de língua e de
literatura despertem mais interesse.
A má notícia é a seguinte: realmente é difícil escrever aquele texto que
você quer e precisa escrever. É preciso muito treino, muita atenção ao modo
como os melhores fazem e também muita reflexão. Não tem mágica.
Um dos temas sobre os quais vale a pena pensar é justamente a língua. Esta
mesmo que eu estou usando agora, que você usa para fazer tudo o que faz
diariamente. Língua que, do ponto de vista de sua história e de suas regras,
traz alguns problemas, digamos, filosóficos. O português que falamos aqui é
igual ao de Portugal? E precisa ser? A língua que se usa cotidianamente pode
entrar na redação escolar? A língua dos escritores deve ser o modelo? Um bom
guia para esse debate é "A Norma Oculta - Língua e Poder na Sociedade
Brasileira", de Marcos Bagno. Um texto legal de ler e ótimo para pensar.
A Norma Oculta - Língua e Poder na Sociedade Brasileira
Autor: Marcos Bagno
Editora: Parábola Editorial (tel. 0/xx/11/ 6914-4932)
Quanto: R$ 12 |