ORELHAS DIDÁTICA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

 

I

 

 

Por um lado, as necessidades de comunicação entre pessoas que não falam a mesma língua nunca foram tão expressivas. Por outro, o recurso a uma única língua veicular (o esperanto, o inglês ou outra) está longe de atingir a unanimidade e suscita objeções não destituídas de sentido. Então, dado que é difícil aprender uma língua estrangeira, parece natural e necessário que nos perguntemos como melhorar o ensino de uma língua segunda.

Não espere encontrar nos capítulos a seguir nem um manual para ser usado em sala de aula, nem a defesa de um eventual pensamento dominante em didática. O que oferecemos são ferramentas para melhor entender o que representa o fato de ensinar uma língua estrangeira.

Partiremos do estudo de uma problemática global — processos de aprendizagem e processos de ensino em interação — para analisar, em um segundo tempo, as metodologias que tiveram importância em didática, até as correntes atuais, inscrevendo-nos especialmente na abordagem comunicativa, no ambiente tecnológico atual. Depois, examinaremos algumas questões que abrangem centros de interesse diversos, como a gramática, a avaliação ou a definição do currículo. As informações apresentadas sobre essas questões darão aos leitores, é o que esperamos, meios de construírem uma opinião própria, de maneira esclarecida e crítica, sobre as perspectivas que se abrem em um campo em plena evolução.